Cada linha que escrevo tem um pouco de você

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Leia ao som de The Writer

Eu poderia escrever sobre a primeira vez que eu te vi, sobre o dia em que te conheci ou sobre o nosso primeiro beijo. Que eu senti como se eu tivesse te reencontrando depois de uma longa viagem fora e que eu não queria nunca mais ir embora. Quem sabe até sobre todas as coisas que fizeram eu me apaixonar por você. Poderia dizer que o som da sua voz sempre fez meu coração disparar e só o seu abraço conseguia me acalmar. Poderia dizer que eu desejei que aquele filme nunca acabasse só pra te ter um pouco mais no meu colo ou que tentei disfarçar uma lágrima quando você disse “Eu te amo” primeiro no cinema e confessar também que até hoje não sei se o mocinho morreu ou não no final porque só conseguia prestar atenção em você.

Poderia te dizer que quando te perdi de vista tive medo de não te ver nunca mais e que essa sensação continuou comigo depois e sempre a cada despedida era como se fosse a última vez. Esse mesmo medo foi acabando com a gente e minando todo amor que um dia existiu ali. Esse medo que se transformou em desespero dia após dia e me fez implorar pra você não ir embora, pra você não me deixar. Eu só queria ter sido motivo suficiente para te fazer ficar. Mas nunca fui e você não ficou. O amor não funciona quando é sentido de um lado só. Aprendi que a corda sempre arrebenta do lado mais fraco. Eu poderia dizer que não me importo se você diz que conheceu um outro alguém e até mentir que já tenho alguém também, quando a verdade é que ainda acordo te procurando no meio na noite depois de um sonho ruim.

Eu poderia te ligar agora dizendo que estou com tanta saudade que meu peito parece que vai explodir. Poderia gritar aos quatro ventos que os seus esforços pra me afastar e os meus pra ficar longe de você de nada adiantaram e que continuo te amando como em todos os outros dias e continuarei te amando por muitos dias ainda. Poderia implorar por mais uma chance mesmo sabendo que você vai se virar e fingir nem ouvir. Confesso que se eu pudesse voltaria no tempo e faria tudo de outro jeito só pra manter a sua confiança em nós. Se no fim das contas eu pudesse recomeçar e te trazer de volta pra mim, juro que eu não me importaria em derrubar quantos muros fossem necessários. Eu sangraria minhas mãos para chegar até você e faria tudo diferente pra você não se afastar de novo. É o que a gente sempre faz quando não tem outra saída. A gente luta enquanto ainda se tem um último fio de esperança. Talvez o meu mal seja esse, insistir em acreditar no improvável como uma criança que acredita em fadas do dente. Será que ainda dá tempo de pedir pra ela te trazer de volta pra mim?

Eu poderia me forçar a te esquecer e te apagar de vez da memória enquanto eu insisto em reviver cada pedacinho da nossa história recriando um final diferente em cada uma das minhas fantasias. Eu poderia até confessar que antes a maioria das minhas histórias eram inventadas e tentar te convencer que todos os meus textos nunca foram pra você. Quando a verdade é que depois que te conheci, cada linha que escrevo tem um pouquinho de você.

biome

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