Migalhas não alimentam

migalhas

Por mais que a gente deseje perdidamente encontrar aquela pessoa especial que vai te marcar de uma forma como nenhuma outra marcou, nem sempre você vai acordar em um belo dia e dar de cara com o amor da sua vida no elevador ou no corredor do escritório derrubando papéis e ao abaixar para pegá-los seus olhares irão se cruzar e os dois irão se amar pra sempre. Não, gente! Isso é coisa de filme, na vida real não é assim… A verdade é que quando o santo “não bate” não há o que fazer. Quando isso acontece, a melhor coisa é ter paciência e esperar que o tempo talvez acerte os ponteiros para o mesmo timing, ou não. O amor é um jogo de escolhas em que nem sempre se ganha, uma espécie de loteria onde é preciso contar um pouco com a sorte também. Alguém pode se apaixonar perdidamente por outra pessoa e, ainda assim, escolher não levar o relacionamento adiante por algum motivo e muitas vezes não há nada que se possa fazer para influenciar na sua decisão. Quando o clique que faz uma pessoa se sentir atraída pela outra não acontece nem adianta forçar a barra, isso só faz com que ela se sinta pressionada e se afaste cada vez mais, pois não é impondo a nossa vontade que iremos mantê-la por perto e sim dando espaço para que ela faça as suas próprias escolhas, sem pressão ou expectativas e dar-lhe motivos para que ela deseje ficar por tempo suficiente para que você se mostre.

É possível que o amor venha com a convivência, pode ser que ele venha arrebatador como um tsunami ou que venha calmo como uma brisa. O amor não tem regras pré-determinadas e nunca é possível prever o próximo passo, assim como um salto na escuridão. Você se joga e apenas vai quando percebe que isso vale a pena pra você. E sabe, a gente sente quando é o momento de saltar mesmo sem sentir que está realmente pronto pra isso e caso não esteja pronto, a melhor coisa é mesmo partir para outra quando aquele sentimento não é correspondido como você espera.  E não devemos mesmo esperar que um dia aquela pessoa perceba que você é o amor da vida dela e nem estar sempre ali disponível enquanto perde oportunidades de conhecer alguém que vai realmente corresponder às suas expectativas, por que vamos combinar que ninguém merece um amor pela metade.  Afinal, quem sente pela metade não sente. Está sempre no meio termo esperando algo melhor sem perceber a sorte que tem. Quem ama pela metade não ama. Quem vive pela metade não vive. A metade não completa e nem transborda. Não faz sentir e não faz sentido. Migalhas não alimentam nem o corpo, muito menos a alma. Quem precisa desse amor? Ninguém precisa de migalhas para ser feliz. Sabemos que não é fácil se desapegar só que às vezes é necessário, pois é a única alternativa que nos resta.

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