Amar é se saltar no vazio sem medo da queda

queda livre

Ouvir ao sim de Ella – Yours

Ontem, deitado em minha cama, parei para pensar e vi quantas vezes sofri por amor, sofri por querer demasiadamente alguém, por querer ter alguém para chamar de meu. Percebi que sou fácil, sou de me entregar, de me render, de ver um mar todo azul para mim e cair de cabeça, mergulhar o mais fundo, só para sentir tudo aquilo… pois é, lido com pessoas, com amores, como um mar aberto e por mais que as pessoas digam “vá com calma”, não adianta, eu estou lá, de novo, pronto para mergulhar, mesmo sabendo que posso me afogar nesse mar traiçoeiro. Já fui de tantas pessoas, já declarei amor, devo ter morrido de amor umas trocentas vezes, mas sempre me vejo renascendo, é como um copo cheio d’agua caindo ao chão, se despedaçando mas no final, a água está ali, intacta. Dediquei música, momentos, alguns textos sem término, lágrimas então… nem se fale, foram tantas! Teve também despedidas, das mais dolorosas de se sentir no peito, outras que nem senti, nem vi que teve realmente um fim. Sempre espero um “oi” que vem espontaneamente, uma ligação no meio da noite, ou até mesmo um “você é especial para mim”, por mais que eu não faça nada, quero ser o que está ali, como eu sempre sou. Deixei para trás pessoas, momentos e até mesmo a vontade, o importante é que eu aprendi, pelo menos por alguns segundos, mesmo que não tenha vida longa esse aprendizado, mas por milésimos eu não me permiti vivenciar aquilo novamente, mesmo que depois, estava jogado, recolhendo os cacos, me refazendo. Para mim, vale mais um amor, vale suspirar de paixão, ter para quem mandar mensagem pela manhã e adormecer ao lado, mesmo que aos finais de semana, ou quando der, mas que aconteça, seja intenso e único. Vou me arriscar de novo, se eu cair? Do “chão eu não passo”, como dizem por aí. Vou tentar, até acertar, me desculpem todos, mas se eu errar novamente, vou ficar mal, vou negar sentimentos, falar que jamais irei fazer de novo e depois de meses, estarei pronto novamente. Porque na vida, é assim, é estar no auge, cair sem o mínimo do preparo e depois de um tempo, estar preparado. Sou como um artista, que deixa a peça aberta para o público e só ele sabe o turbilhão de coisas, sentimentos, sensações que passa por trás da cortina, mas assim que aberta, tudo passa, esvazia-se… Basta ser aplaudido no final e se não for? Amanhã, a peça continuará ali, aberta para quem quiser apreciar, o artista, estará novamente de pé, pronto para o que der e vier.

Biogu1

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