Resenha: Fiquei com o seu número

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Não resisti e devorei mais um livro da Sophie Kinsella. E agora tenho uma nova diva da literatura, porque não tem como não gostar de Chick Lit. Pra quem caiu de paraquedas no termo, “Chick Lit” quer dizer que o livro se trata de um romance leve, que aborda principalmente o feminino, mas em seu gênero moderno. São relatos de personagens independentes, cultas e audaciosas em narrativas divertidas e que lidam com questões atuais deste universo feminino que não prioriza o relacionamento como trama central, mas sim todos os tipos de relação que uma pessoa pode ter em sua vida (por exemplo, no outro livro que li dela, o “Menina de Vinte”, a relação com a tia-avó era tão importante quanto o amor). Então não preciso falar mais nada sobre isso né? Chick Lit é basicamente um vício pra quem gosta dessa coisa meio “Carrie Bradshaw” de ver a vida e os namoros.
E o “Fiquei com o Seu Número” não é diferente. Quer dizer, já começa a sua trama moderninha pelo fato de que um celular está envolvido no enredo do livro. Somos apresentados à engraçada e genuína Poppy Wyatt, que é uma fisioterapeuta atrapalhada e noiva de um doutor em Simbologia de cabelos ruivos compridos, cuja família é famosa por seu conhecimento em coisas de gênio, tipo palavras compridas e difíceis para se escrever enquanto jogam Palavras Cruzadas ou discussões sobre Proust. Temos então o ponto de vista dela sobre as situações que vão acontecendo em sua vida, como o fato dela perder o anel de família (de esmeralda e tudo mais) umas duas semanas antes do casamento e simplesmente surtar com isso. Me identifiquei super na paranoica e nos planos mirabolantes que ela vivia fazendo pra contornar a situação. É praticamente impossível não mentir, né Poppy? Eu sei, você prefere se meter em encrenca do que deixar alguém magoado, quem nunca?! Mas além de perder o anel valioso, ela acaba vendo seu celular cair nas mãos de um ladrão, então um milagre divino acontece e Poppy encontra um aparelho no lixo. E pega. E chama de seu, mesmo que ele esteja identificado como sendo de uma empresa. Mas não importa, porque ela precisa encontrar o anel, e todo mundo poderia ligar a qualquer momento, então o roubo é justificado. A não ser pelo fato de que o chefe da pessoa que aparentemente jogou o celular no lixo, o quer de volta. E aí conhecemos Sam Roxton, um empresário metódico que deixa que ela fique com o aparelho desde que encaminhe todos os e-mails para ele. Caridade? Não, é só porque Poppy dançou Single Ladies para um cliente super importante da empresa dele, já que ele tinha pedido para ela fazer isso. Foi apenas uma troca, e na minha opinião (e na deles também) a melhor de todas.
O celular é compartilhado, então mensagens de Sam e Poppy se mesclam, mas ao invés dela cuidar apenas da vida dela, nããão. Porque vamos combinar, se já adoramos espionar o Facebook, imagina o que não faríamos com um celular alheio?! Pois é, ela acaba respondendo de forma educada “bjsbjsbjsbjs :)” (piada interna, leia o livro para saber) todos que encaminham e-mails para ele, e simplesmente mete o cara nas situações mais bizarras possíveis. Ele poderia ser mais simpático, segundo ela. E ela, menos intrometida. Mas dá certo no final das contas, adianto isso para vocês. A Poppy ajuda ele em uma crise empresarial, ele ajuda ela a descobrir algo crucial em seu noivado e no fim acaba que tudo o que eles compartilharam, se torna a chave para resolverem os problemas juntos. O que seria de nós sem as nossas conversas, não é mesmo? Apesar do Whatsapp querendo ferrar a vida com as visualizações com horas marcadas, as conversas que temos com alguém demonstram muito sobre o relacionamento. É quase como se equivalessem à um anel de noivado mesmo: são essenciais e importantes porque são a prova do amor de vocês evoluindo. E mesmo quando estamos na bad, quem nunca deu aquela espiadinha na conversa arquivada com o ex? Pois é, aqueles momentos significam e palavras, meus amigos, essas são eternas! Quer mais algum motivo pra ler “Fiquei com o Seu Número”?!
Edição: 3
Editora: Record
ISBN: 9788501098634
Ano: 2013
Páginas: 462
Tradutor: Regiane Winarski
biotalyta
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