POR FALAR EM SAUDADE…

 

barco

Leia ao som de James Blunt – Face the sun

Parece que a gente já sabia que tínhamos um prazo de validade quando começamos tudo isso. Você ao menos parecia saber e sempre me dizia que se fosse pra sofrer seria melhor que fosse por pouco tempo. E agora, que você decidiu partir, é difícil me acostumar com a sua ausência-presença que insiste em continuar aqui. Parece que foi ontem e ao mesmo tempo em que parece que já passou um mês. Saudade é um bichinho malvado que vai corroendo sua alma por dentro.  Saudade é nossa alma dizendo pra onde quer voltar. É uma pena que não exista um colete à prova de saudade ou alguma forma de blindar nosso coração e a vida dos estilhaços de um passado que nem sempre volta.

Incrível como ainda não me acostumo com a falta que você me faz, com a falta escondida nos pequenos detalhes. Com a falta que eu tenho do seu cabelo no meu rosto me impedindo de respirar direito à noite e de ver seus olhos mudando de cor com a luz do dia dependendo do seu humor. Do seu jeito meio idiota, como você mesmo diz, de falar “Olá” com as pessoas ao telefone. De ouvir sua voz, de ouvir seu dia em meio a risadas e até das suas piadas com as minhas “esquisitices”.  Saudade do sorriso mais lindo do mundo, saudade de ter você por perto. Saudade de sentir saudade quando sabia que ainda iria te ver nos finais de semana, que haveriam outros dias, outros encontros, outros “Daikiri”. Do café com chantilly que você fez pra mim em uma dessas visitas ocasionais.

Saudade de tentar adivinhar o seu perfume ou de comentar o filme inteiro com você fazendo meu ombro de travesseiro. De sentir as batidas do seu coração e sua respiração enquanto você dormia e de como me sentia em paz por saber que você estava ali, que eu acordaria contigo do meu lado. Das intermináveis horas na estrada quando sabia que te encontraria no fim. Saudades de mim e de quem eu era quando estava contigo. E se eu te contasse um segredo? Se te confessasse que sempre contava os dias no calendário pra te ver? Que contava as horas, minutos e segundos pra te encontrar e que cada Km a menos na estrada era um Km mais próximo de ti.

Hoje sou pura saudade e medo. Medo de não te ver de novo, medo do tempo afastar a gente. De que apareça outro alguém com os mesmo olhos apaixonados e então você decida apagar de vez a nossa história. Fico vendo e revendo cada pensamento, cada palavra dita, cada mensagem e cada pedaço da nosso história, na esperança de nos reviver. Continuo contando os dias, na esperança de te ver de novo. Revivendo cada ponto e vírgula de nós pra ver se encontro os erros que cometi pra apagar com uma borracha mágica que fizesse você esquecê-los e voltar pra mim. Pedindo a Deus em uma oração silenciosa, que ele não deixe nosso amor acabar assim, que me deixe fazer parte dos seus dias e que me deixe te amar como ontem, como hoje, como sempre.

Continuo aqui olhando o mesmo calendário na esperança de encontrar uma brecha nele que traga de novo os primeiros dias contigo pois continuaria te amando de janeiro a janeiro se você permitisse.

 

 biome

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