Quando o amor não basta…

amor

Leia ao som de John Mayer – Heartbreak Warfare

Tenho visto muitos namoros acabarem por besteira ou nem começarem por falta de empenho em meio essa ciranda que se tornaram os relacionamentos. Às vezes o amor, por si só, não basta. É preciso empenho e dedicação das duas partes. Quem disse que seria fácil? Amar nesse mundo onde tudo é descartável é para quem tem coragem, não é pra qualquer um! Se perde por amar em demasia, se perde por amar em escassez, se perde por não saber amar. Por pessoas que não sabem valorizar as coisas boas do seu parceiro ou até mesmo por exigir demais de si e do outro. Enfim, se perdem no meio do caminho. Que medo é esse que as pessoas têm de amar? De se doar? De se mostrar? Dar a cara pra bater… Se cair do chão não passa!

O que percebo é que algumas pessoas são muito intensas e amam demais enquanto outras ainda não estão preparadas para receber uma dose tão alta de amor e andam sempre com um escudo, compreendo que para essas pessoas acaba sendo como um tipo de veneno que causa dor. Daquele que sufoca e vai matando aos poucos, mas isso não dá o direito ferirem quem não tem a mesma sorte. Saber dosar é um dom que não foi dado a todos. Com certeza não foi dado a mim. Eu prefiro pecar por amar demais, por me doar demais. Ao menos no fim, vou saber que fiz de tudo e que estava ao meu alcance e que não restarão dúvidas sobre os meus sentimentos.

As pessoas estão muito limitadas em seus próprios mundos e não conseguem enxergar além do que se vê, além da casca. Que por trás daquele ser humano existe uma alma que não é descartável como muitos pensam e um coração que luta pra se recompor a cada dia, a cada tropeço, a cada queda, a cada decepção. E que se a porta desse coração se abriu para ti é por que algo especial existia ali. Cabe a cada um seguir com coragem para saber o que há depois dela ou perder por medo de atravessar.  A vida é feitas de escolhas: se perde por um lado, mas em compensação o que se ganha, o que está por vir, pode ser infinitamente melhor. O amor pode ou não ser duradouro, não se sabe. Pague pra ver e saiba aproveitá-lo enquanto ainda está presente.

Reconheça o esforço de quem te ama e faz de tudo pra ter você por perto e pra te ver feliz. Isso, por si só, já é uma prova de amor, de respeito e dedicação. Aprenda o sentido de reciprocidade, ele é o que mantém os relacionamentos mais duradouros.

Demonstre. Não deixe o seu amor morrer aos poucos por medo de dizer o que sente. A vida é uma só, tudo o que temos é apenas esse momento. Amanhã pode ser tarde demais para se arrepender e voltar atrás. Não deixe a pessoa partir sem saber um pouco do que se passa contigo.

Errou? Na vida se aprende errando, quebrando a cara mesmo! Se arrependeu? Desculpe-se. Deixe o orgulho de lado, ele não pode trazer algo de bom mesmo. Não deixe pessoas especiais escaparem por entre seus dedos por mero capricho. Deus não as colocou a toa em seu caminho. É de ir atrás que se constrói uma história.

Aceite que de nada adianta cercar um coração vazio, não se pode obrigar ninguém a ficar. Muito menos fazer algo contra sua vontade. Se pode dar apenas motivos para que ela não precise e não queira ir embora. Reconheça que nem sempre o outro está errado. Olhe para dentro de você, veja o que pode ser melhorado e faça um esforço para mudar.

Não deixe pessoas aleatórias afetarem o seu relacionamento, elas nunca saberão o que está passando em sua mente e o que existe em seu coração. A vida é sua, o sentimento é seu, o coração é seu. Aproveite e cuide bem dele. Ele pode parar de bater a qualquer instante.

Tentou tudo o que pode? Saiba que o esforço não foi em vão. Olhe pra trás com orgulho, afinal foi esse passado que te trouxe até aqui. Não se pode mudá-lo, mas podemos nos esforçar para construir um futuro. Nunca uma falha, sempre uma lição. No final, vai valer a pena!

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3 thoughts on “Quando o amor não basta…

  1. Carla, eu ousaria te contradizer e aformar que o amor, não a paixão ou a empolgação, bastam sim. Um primeiro erro muiro comum que, há algumas semanas comentei em um artigo de uma amiga, é a distinção que as pessoas não conseguem fazer entre uma “relação” e um contato”. Essa foi um amigo que me perguntou e usou a física pra me responder. Segundo, ele, na física as relações entre matérias exigem troca, transferência, ou seja, que uma modifique o que a outra era inicialmente. Já no contato, as matérias apenas se encostam, se tocam, mas não há transmissão de nada. Então, ele me perguntou, o que é um relacionamento? Bom, uma exercício de troca entre duas partes onde ambas saem ganhando e somam, acrescentam no que o outro já é. Pois bem, porque falo isso? Pra entrar muito rapidamente em outro conceito que se entrelaça e que foi explorado por um teólogo alemão, chamado Paul Tillich, que disse o seguinte certa vez:

    “A linguagem criou a palavra solidão para expressar a dor de estar sozinho. E criou a palavra solitude para expressar a glória de estar sozinho”

    Sabe, embora o termo solitude não seja usado no nosso portuga, ele está presente no inglês e descreve um momento que é fundamental pra concretização e até perenidade das relações: o cultivo de si mesmo. Solitude nada mais é que isso, um silêncio pra se fazer o que se gosta, pra nos preenchermos intelectualmente, espiritualmente, nos curtirmos, fazermos o que o que curtimos e, assim, nos prepararmos pra convivência saudável com as outras pessoas. De forma muito sintética, concluo te dizendo que, talvez uma das grandes causas das nossas dificuldades no amor não esteja na precariedade do sentimento, mas na dificuldade de senti-lo. As pessoas não investem em si mesmas e são cada vez mais “ocas”, desinteressantes e “cosméticas”. Vivem estabelecendo contatos e os travestindo de relações o tempo todo. Será que o amor é que não ou as pessoas que se tornaram incapazes de nos despertar o amor?

    Abração, parabéns pelo texto e espero que esteja tudo bem contigo (vi que desse uma sumidinha do “Faceburguer”, rs). Te cuida, guria!

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      1. Carla, eu que agradeço pela oportunidade de reflexão que o teu texto oportuniza e pelo teu elogio. Quanto ao texto, sou copyleft (rs) e sei que escreverias muito bem algo sobre o tema.
        Quanto ao FB, eu tenho feito o mesmo aos poucos, me desintoxicando daquele treco, heheh. Eu apenas queria saber se esse era tbm o motivo mesmo ou se havia acontecido alguma coisa. Se estás bem, é isso que importa.

        Abraços, boa semana e te cuida, Carla!

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