UM CAFÉ E UM AMOR!

cafe

Sentou-se sozinha naquele fim de tarde e pediu um expresso. Seus pensamentos longe ou, quem sabe, mais perto do que agente imagina. Linda, cabelos presos em um coque frouxo, tão despretensiosa quanto a brisa fresca, nem se tocava que era a musa do meu imaginário.

Não parava de observar os casais felizes que por ali passavam, difícil seria não imaginar o que se passava na sua cabeça. Talvez até mais fácil por seus olhos – mareados pelo choro – que ela não estava ali sozinha por sua própria vontade.

Ela, por sua vez, só sabia pensar em quando chegaria a sua hora, sua vez de ser feliz e de experimentar as delícias daquelas borboletas no estomago ou de sentir seu coração parar de bater por um segundo, quando se vê alguém especial. Seus olhos brilhavam só de pensar.

Mas, naquele momento, se sentia tão só quanto aquela única xícara de café vazia na mesa e que, de tão distraída, mal pôde evitar de responder:

_ A senhorita deseja mais alguma coisa?
_ Um amor, por favor!

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